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1 de jun de 2015

Escrevi o teu nome menino
nas brancas areia do mar,

saltitando as ondas chegaram
e foram logo o teu nome apagar...

Novamente escrevi o teu nome,
desta vez coladinho ao meu
e de novo as ondas chegaram  
e manhosas um beijo nos deu...
O vento rasteiro que passa,

trazendo respingos do mar,

encontra com a brisa faceira
e juntinho de nós vão ficar...
O sol se escondia maroto

por detrás das águas do mar;
apaixonado ele espera a lua
para assim como nós, namorar...

(fatima fontenelle)
21/05/11

5 de abr de 2015

EU NÃO SOU



Eu não sou assim uma alma tão bonita.

Também não sou uma alma assim tão feia.

Sou uma alma que está entre o ser e o não ser.

Silenciosamente buscando a essência maior do meu viver.

(fatima fontenelle).

15 de dez de 2013

Quando criança

Quando criança eu molecava
pelas ruas do meu lugar,
pulava corda nas calçadas
e de amarelinha eu ia brincar...
Também cantava alegremente,
para embalar meu coração:
"Se essa rua fosse minha
eu mandava ladrilhar
com pedrinhas de brilhante
só pra ver meu bem passar"
E assim eram todos os dias...
de esconde- esconde eu ia brincar;
no escurinho eu me escondia
e a criançada a me procurar...
Na pracinha da matriz,
eu também andava por lá;
meu coração tão pequenininho,
mas, mesmo assim, queria amar...
Para a escola eu ia e vinha,
logo aprendi o be-a-bá...
contar, somar e dividir...
mas não sabia multiplicar...
Na inocência da minha infância;
nas areias do rio eu ia pular...
"meu coração não é de papel",
essa canção eu amava cantar...
"Terezinha de Jesus
de uma queda foi ao chão..."
e assim eu fui crescendo,
entre brincadeiras e canções...
Muitos sonhos eu alimentei,
muitos amores eu também amei;
a criança que fui um dia,
dentro de mim, eu também guardei...

(fatima fontenelle)

24 de out de 2013

O trem da madrugada



O trem da madrugada



Quase sempre na madrugada,

meu pai, um a um ia acordar

dizendo:  acorda meus curumins,

que tá chegando  a hora de viajar!



No silêncio enternecedor daquela rua,

sonolentos, a gente caminhava devagar,

a minha mãe apressada reclamava:

vamos meninos, tá na hora, de embarcar!



A pequena cidade toda às escuras,

somente a luz da lua a nos guiar...

de longe se ouvia um apito estridente,

era a Maria fumaça que acabava de chegar...



Na plataforma da estação todos apostos...

num relance o trem de passageiros acostou,

 meu pai com os bilhetes  foi chegando, e

no vagão, primeiro, fomos  logo se assentando..



Em pouco tempo a locomotiva apita e vai...

nos trilhos o trem majestoso segue veloz,

na beira da linha o aceno alegre de quem vai,

cedinho para a roça, enxada no ombro, trabalhar...



Na janela, todos de uma vez, queríamos ficar,

Pois, em mais uma estação, o trem iria chegar...

e o meu querido pai bem apressadinho desce,

e compra pão e colchão de noiva  para nós merendar...



Escuta-se novamente o apito do trem;

em outra estação acabou de parar...

gente descendo, gente subindo,

são uns chegando e outros partindo...



E assim, queimando lenha, lá vai Maria,

soltando fumaça por todo o sertão,

já na janela, meus pais, sorriam felizes...

O trem chegava, à nossa estação...

(fátima fontenelle)

20 de out de 2013

Da janela do meu quarto






Da janela do meu quarto



Da janela do meu quarto, no meu silencio desvairo;

e como num filme assisto cenas do meu viver...

revejo  travessias  de  lembranças  não esquecidas,

pedaços de minha vida, que da janela eu posso ver...



Com o olhar mergulhado no imenso azul do céu,

comovida encontro-me com tudo que ali deixei,

com a casinha de alpendre feita de taipa e barro e,

no terreiro ainda, a carnaubeira, que por lá plantei...



E da minha janela absorta em meus devaneios,

que por entre árvores um pássaro feliz ouço cantar.

E no açude pegando água na cabaça e já cansado,

vejo  o meu velho pai, alegremente, assobiar...



Da minha janela vou além do horizonte

fecho os olhos, sigo no vento, pro meu lugar

a minha mãe de vestido de flores na cozinha

na beira do fogão acende a lenha a cantarolar...



E assim, da minha janela, deliro  acordada

também com o moço do cavalo branco que passa por cá

sou uma menina moça, dengosa e faceira,

que espera na janela o seu príncipe encantado passar...

(fatima fontenelle) 
20.10.2013

A menina que fui um dia

A menina que fui um dia

Nosso perfume solto ao vento

Nosso perfume solto ao vento

Sou assim.....

Sou assim.....
Mulher... Menina....E um sonho!

Almas que se encontram...

Almas que se encontram...

tem dias

tem dias
Tem dias que sou eu mesma, em outros não sei quem sou. Tem horas que sou saudade e em outras sou só amor! (fatima fontenelle)

Lembro Você!

Lembro Você!
Na penumbra do meu quarto lembro você, vejo nós dois, nossos corpos, nossos delírios e nossa entrega. (fatima fontenelle)

Eu aprendi....

Eu aprendi....
Aprendi que não existe felicidade plena, existem momentos felizes e que o amor não resisti ao tempo, adormece para acordar tarde demais.... (fatima fontenelle)

eu sempre eu

eu sempre eu
Um pouquinho da criança que existe em mim......

Acordei triste....

Acordei triste....
Acordei tão triste, com saudade de você; que sumiu de minha vida, sem nada me dizer. Meus dias estão longos; minhas noites sem luar, minha cama está vazia; nos meus braços não estás. No meu pensamento, te procuro e te encontro; nos meus sonhos é teu lugar. No meu coração fazes morada; no meu carinho teu prazer; e nos meus beijos teu calor. O meu corpo clama o teu; o teu cheiro tá em mim . e minha entrega é um êxtase de desejo e de amor. De repente eu acordo e do meu sonho eu desperto, e você não mais está. (fatima fontenelle)